• Edith Ornellas

Capital Social – Parte 14


Mais de 100 anos se passaram, desde o início dos estudos sobre capital social, que se tem registro. Como foi falado nos primeiros textos desse tema, foi em 1914, por um supervisor de escola pública na Virgínia Ocidental, Estados Unidos da América, que pensou nesse conjunto de características das relações sociais que fomentassem o desenvolvimento dos espaços (ORNELLAS, 2020).


Na minha tese doutoral, citei vários autores que estudaram o capital social, tanto estadunidenses, quanto europeus e brasileiros, mas um deles tem uma projeção muito grande, não só no mundo acadêmico, mas também porque escreveu e escreve sobre minorias, desigualdade, entre outros temas sempre atuais, como a comparação entre as relações sociais do norte e do sul da Itália.


Estou falando de Robert Putnam, o cientista que, entre vários prêmios e homenagens, recebeu uma medalha do ex-presidente Barack Obama em 2013, por ter aprofundado a compreensão dos estadunidenses sobre comunidade na América.


A minha satisfação hoje, foi ter assistido num webinar do Social Capital Research, da Nova Zelândia, o ilustre Robert Putnam falando sobre esse tema, enfatizando a importância desse conjunto de características para dar vida ativa às sociedades e como isso tem se tornado cada vez mais escasso na atualidade.


A importância de simples reuniões de pais e mestres nas escolas, para definir diretrizes que agreguem melhorias nos comportamentos das crianças, bem como definir novas formas de ensinar cidadania aos seus filhos, melhorando as matrizes curriculares ou direcionando as atividades extracurriculares para esse fim.


A importância de reuniões de condomínio, que pode despertar a vontade de cuidar das áreas comuns dos condôminos, criar jardins, entre outras melhorias, que podem ser executadas pelos próprios moradores, ao invés de sobrecarregar as finanças da administração.


A importância de associações de moradores de bairros, que podem, a partir as suas reuniões, formar comissões para pleitear obras e consertos na administração pública dos seus municípios.


A importância de grupos como Rotary Club, Lions Club, entre outros, que reúne voluntários para planejar e executar atividades que levem a assistência social, a ajuda mútua, o apoio filantrópico a outras instituições de apoio ao ser humano.


A importância de times de esportes em bairros e comunidades, que reúne pessoas e provoca conversas sobre aspectos importantes para o grupo, que vão além das práticas esportivas, como política, manutenção e melhorias nas ruas, segurança e mudanças nos bairros, para que todos vivam melhor.


Eu só sinto gratidão por me deparar com um tema tão rico, que mexe com o nosso entendimento sobre o que é uma sociedade desenvolvida e como as diferenças entre as várias sociedades do mundo podem influenciar nas dimensões do capital social, assim como essas dimensões podem influenciar nos níveis de desenvolvimento dos espaços.


Hoje, assistindo o entusiasmo de Putnam na narrativa da importância do capital social para a vida em sociedade, me convenci que continuar pesquisando sobre o assunto é primordial, assim como, almejo ver outros pesquisadores e governos apostando no incentivo às dimensões do capital social na nossa sociedade.


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